quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sinopse do filme “Se beber, não case 2” – The Hangover 2 (2011)


Título Internacional:
Se beber, não case 2

Título Internacional:
The Hangover 2
Elenco:
Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha, Sasha Barrese, Rachael Harris, Jamie Chung, Paul Giamatti.
Diretor: Todd Phillips
Idioma falado: Inglês
Gênero: Comédia

A sequência do popular e bem sucedido “Se beber, não case” chegou aos cinemas brasileiros no final de maio e não decepcionou. Há quem diga que está melhor que o primeiro, porém a maioria talvez prefira o filme anterior. Uma coisa é certa: “Se beber, não case 2” é tão engraçado e bem produzido quanto seu antecessor.



Dessa vez, Stu (o dentista que insiste em ser chamado de médico) está de casamento marcado na Tailândia e resolve convidar seus querido amigos Phil, Doug e Alan para um pequeno banquete sossegado em um hotel de luxo. Claro, como é de se imaginar, o encontro não teve nada de sossegado! Mesmo com todas as precauções e cuidados para que não acontecesse nada parecido com sua última despedida de solteiro em Las Vegas, Stu acaba passando dos limites. O pior é que acaba envolvendo seu futuro cunhado, o garoto Teddy, de apenas 16 anos.

O roteiro foi muito bem escrito e o desenrolar da história às vezes impressiona, mas muitas vezes é um tanto quanto previsível. As piadas seguem o mesmo estilo do primeiro filme, porém não há como negar que são extremamente de bom gosto.

“Se beber, não case 2” não decepciona os apaixonados pelo gênero, porém deixa alguns dos que simplesmente gostaram do primeiro filme com a impressão de que poderiam ter caprichado mais.

Vale a pena conferir. As gargalhadas são garantidas!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Whitesnake – Forevermore (2011) | Novo álbum Brasil


Essa é uma de minhas bandas preferidas, devo assumir. E só depois de 6 meses de CineMusical é que estou escrevendo sobre um dos maiores grupos de Rock de todos os tempos: Whitesnake! Mesmo depois de 35 anos de puro Hard Rock, David Coverdale consegue liderar a banda como ninguém e produzir canções acompanhando as tendências do mundo da música.

O novo disco, Forevermore, lançado em março desse ano, tem uma pegada bem hard rock. Melodias expressivas, refrões rasgantes e uma das melhores vozes do mundo! 

Claro, não podemos comparar o novo disco aos grandes clássicos do Whitesnake, pois são produções diferentes em tempos diferentes e com integrantes diferentes. Porém, pra quem acompanha a evolução da banda, Forevermore é um grandioso lançamento.

Acompanhado de um banda de primeira, David Coverdale conseguiu fazer algo bem parecido com o antecessor “Good to be bad”. A banda é quase a mesma, exceto pela saída do baterista Chris Frazie (Steve Vai) e do baixista Uriah Duffy. O que mais se destaca é o guitarrista Doug Aldrich, que trouxe muita bagagem e influência quando entrou para a banda para compor o “Good to be bad”. Aldrich acompanhou os últimos passos do mestre Dio, realizando um ótimo trabalho Heavy Metal.

A canção “I need you (Shine light)” é a melhor de Forevermore e a que mais remete às raízes do Whitesnake. A introdução composta por Aldrich é incrivelmente bem estruturada, com um riff de guitarra bem característico do hard rock, daqueles que ficam martelando na cabeça.
A faixa título do álbum também impressiona! Com mais de 7 minutos de música, o Whitesnake conseguiu misturar diversos estilos em uma única canção: um pouco de violão clássico, guitarra melódica e o peso do rock and roll.

Confira o clipe de lançamento do álbum com "Love Will Set You Free":


Não poderiam faltar as baladas, que sempre estão presentes nos discos da banda. “Easier Said than Done” é a mais elegante das românticas de Forevermore. Com as palavras de Coverdale: "Não dá para ser um álbum do Whitesnake sem baladas, meu caro!".

Vocês poderão conferir ao vivo, afinal Whitesnake chega ao Brasil com a nova turnê em setembro.

Fica aí a dica!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sinopse do filme “X-Men: Primeira Classe” (2011) - First Class


Título Nacional: X-Men: Primeira Classe
Título Internacional: X-Men: First Class
Idioma Falado: Inglês
Diretor: Mattew Vaugh
Elenco: James Mcavoy; Michael Fassbender; Kevin Bacon; Jennifer Lawrence e Hugh Jackman

Quem é fã de quadrinhos deve ter noção das diferenças entre os heróis da Marvel Comics e da DC Comics. Batman, Super Homem, Mulher Maravilha, Laterna Verde, Camaleão e outros heróis que compõem o Universo DC são aceitos pelos cidadãos e alguns possuem suas identidades em absoluto sigilo. Muitos tiveram um passado traumático e assumiram uma identidade pacificadora. Outros são extraterrestres ou de mundos paralelos.

Já com os heróis da Marvel, a história é um pouco diferente, ainda mais se tratando dos X-Men. No mundo dos mutantes, o preconceito e a intolerância são válvulas de escape para que conflitos e protestos se intensifiquem e medidas de inclusão social sejam ignoradas. Pode não parecer para quem não lê, mas tanto na Marvel quanto na DC, a política sempre está presente.

Na nova franquia da Marvel, “X-Men: Primeira Classe”, o espectador se defrontará com o início da saga dos mutantes. Em 1960, o estudante de teologia, filosofia e futuro “Professor X”, Charles Xavier (James Mcavoy, de “O Último Rei da Escócia), dotado de poderes telepáticos, conhece Erick Lehnsherr (Michael Fassbender, de “Bastardos Inglórios”), judeu e com capacidade de atrair metal, que o ajudaria a sobreviver durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente se tornaria o “Magneto”.

Os dois personagens se encontram com o desenrolar da história e se tornam grandes amigos. Juntos, recrutam os primeiros mutantes, ou, a “primeira classe” (daí o significado do título) em um momento delicado por disputas bélicas e de interesse governamental, entre os Estados Unidos e a União Soviética na famosa Crise dos Mísseis, em Cuba, um dos momentos mais conturbados da Guerra Fria. Após esse período, uma grande mudança ocorreria entre os mutantes, por razões intrínsecas e que valem a pena pensar.



A fotografia, a trilha sonora e as cenas de batalha são de qualidade. Os atores se adaptaram muito bem aos papéis e as aparições ilustres marcam humoristicamente algumas cenas, como a do Wolverine bebendo em um bar enquanto Charles e Erick vão atrás de outros mutantes. Mas em relação ao HQ, alguns personagens faltaram: Sunfire e Nightcrawler.

Com direção de Mattew Vaugh, “X-Men: Primeira Classe” é o ponto de partida para o desenvolvimento do Instituto Xavier para Estudos Avançados e fundamentação de inúmeros personagens que viriam nos seguintes filmes.

“Mutant and Proud!”

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Sinopse do filme "Valsa com Bashir" - Waltz with Bashir (2008)


Título Nacional: Valsa com Bashir
Título Original: Vals im Bashir
Idioma: Hebraico
Diretor: Ari Folman
Gênero: Filme/Documentário/Biográfico

Nota no Imdb

O conflito no oriente médio não é de agora. Há décadas, países lutam por questões territoriais e religiosas, resultando em grandes destruições e aumentando ainda mais o ódio étnico e a intolerância multicultural vizinha. A migração de refugiados de guerra também é uma questão para se analisar com bastante cautela.


O filme-documentário-biográfico “Valsa com Bashir” (em hebraico Vals im Bashir) aborda essa última questão. O ex-combatente israelense e diretor do filme, Ari Folman, retrata um dos períodos mais conturbados na história, marcados por intensos conflitos durante a ocupação das forças Israelenses no Líbano até a chegada à capital Beirute, em 1982, no intúito de derrubar as forças palestinas.

O assassinato do presidente cristão Bashir Gemayel colaborou no massacre de dois mil civis nas cidades de Sabra e Chatila, cidades em destaque no filme.
Diferente da linha comercial cinematográfica, Ari Folman relata a sua angústia e intensa busca às lembranças dos acontecimentos em formato de animação. Alías, “Valsa com Bashir” foi o primeiro documentário animado a ser veiculado e indicado a cinco Oscars de melhor filme estrangeiro.

Em diveros encontros com outros ex-combates de guerra, Folman tenta encontrar meios de se lembrar da invasão na qual participou através dos registros memoriais dos entrevistados. Essa “aminésia pós-guerra” de Folman se dá em razão do próprio trauma de guerra e desaparece com intenso trabalho. Fotos, dados e insides são as únicas ferramentas disponíveis e colaboradoras para as mais surpreendentes e chocantes revelações, do início ao fim do filme. O título “Valsa com Bashir” tem a ver com uma cena muito simbólica entre os combatentes. Espetacular!

A música presente na trilha sonora do filme,“This Is Not A Love Song” (1983), da banda PIL (Public Image Ltd), cantada pelo ex-vocalista dos Sex Pistols, John Lydon (Johnny Rotten), é uma “botinada” no estômago, em um cenário onde a influência do punk e o choque de valores ainda eram muito expressivos para a época.


Uma dica para quem vai prestar vestibular no decorrer do ano: “Valsa com Bashir” é um interessante ponto de vista crítico, um viés das recentes manifestações populares no Egito, Líbia e Tunísia.

Por Thiago Alzani
Sinopse CineMusical

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sinopse do filme “A corrente do bem – com Kevin Spacey (2000)”


Título Nacional: Corrente do Bem
Título Original: Pay it Forward
Idioma Falado: Inglês/2000
Diretor: Mimi Leder
Elenco: Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment

O Filme “A Corrente do bem”, dirigido por Mimi Leder, é mais do que uma produção cinematográfica. Não são apenas ótimos atores e atrizes interpretando um simples papel, nem efeitos especiais de tirar o fôlego. É a bela história de um garoto que acredita conseguir melhorar o mundo que vivemos. E ele consegue!


Eugene Simonet (Kevin Spacey) é professor de Estudos Sociais em uma escola típica americana, com problemas de violência e bullying. Trevor (Haley Joel Osment) sofre com o alcoolismo de sua mãe (Helen Hunt) e o abandono de seu pai. O professor Simonet propõe um desafio aos alunos: pensar em algo para melhorar o mundo e colocar em ação.

Diante das ideias infantis, porém comuns a estudantes da 7ª série, Trevor apresenta uma ideia um tanto quanto inteligente. Até mesmo Simonet fica surpreso! Considerando que se uma pessoa ajudar 3 pessoas, essas outras 3 pessoas ajudarem outras 3 pessoas, e assim por diante, o mundo poderá ser muito melhor pra se viver. O que pode ser verdade!

Como assim dizia o projeto, Trevor colocou sua teoria em prática. Ajudou um morador de rua, viciado em drogas, oferecendo comida e um lar para dormir. Claro, sem que sua mãe percebesse. Mas não foi difícil, já que sua mãe era um tanto quanto ausente trabalhando em dois lugares diferentes para sustentar seu vício e o filho que tanto ama. O engraçado é que a teoria dá certo e ganha proporções estrondosas, ganhando a atenção da mídia e de um jornalista em especial, que beneficiado com “A corrente do bem” busca saber onde tudo começou.

A história é sensível, bem elaborada e real. E é essa similaridade com o mundo real que “A corrente do bem” se distancia das demais produções americanas.


Aconselho esse filme a todos. Quem sabe um dia não multiplicamos a bondade com essa velocidade. Afinal, assim como nós estamos destruindo o mundo aos poucos, somente nós conseguiremos colocá-lo nos eixos. A ideia do garoto Trevor pode ser uma forma de começarmos a melhorar o mundo.

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

domingo, 29 de maio de 2011

Sinopse do filme “O Lobo da Estepe – Fred Haines (1974)”


Título Nacional:
O Lobo da Estepe
Título Original: Steppenwolf

Diretor: Fred Haines

Nota no Imdb

O filme “O Lobo da Estepe”, dirigido pelo escritor norte-americano Fred Haines, é um clássico do cinema. Baseado no livro alemão “Der Steppenwolf”, de 1927, do escritor Herman Hesse, o filme retrata a vida de um intelectual e a sua frustração com o mundo burguês, além dos diversos conflitos existenciais – aceitará ou não a condição de “lobo da estepe”.
 

O protagonista é o intelectual Harry Haller (Max Von Sydow), alcoólatra e intolerante socialmente. A sua vida é rodeada de estudiosos e por forte presença cultural em suas atividades. Até aí, a narração off do personagem nos momentos iniciais do filme prende o espectador, que se deslumbra entre os desenhos e os recortes nas cenas, dotados de surrealismo.

Quando o existencialismo é abalado, Harry se perde em pensamentos martirizantes, pela necessidade de encontrar ou assumir a sua identidade. É nesse momento que Hermínia, Maria e o jazzista Pablo surgem, mergulhando ainda mais o intelectual nas suas viagens de ópio e destilados.

No ano de sua estreia, em 1974, o filme criou uma nova perspectiva ao cinema para a época. A juventude passava por transformações socioculturais nos EUA (Geração Beat), e na Europa. O descobrimento do LSD foi também um marco fundamental no cinema e na literatura e trouxe uma nova visão do fictício-empírico, com base no uso da droga.

O grande barato é que a trama se intensifica e grandes imagens coloridas e geométricas compõem os cenários, muitas vezes confusos – dá para entender que Harry encontra-se no ápice da sua “trip” – e conseguem contemplar toda narração.

É daí que as revelações dos personagens são surpreendentes.
Sonora e visualmente viajantes, o filme é um relato fiel de uma viagem de ácido lisérgico.

Por Thiago Alzani
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eric Clapton | Shows no Brasil em outubro de 2011 – Ingressos e preços


Mais um grande artista confirma sua passagem pelos palcos brasileiros. Ninguém menos que o mestre das guitarras: Eric Clapton!

Trazendo a turnê de seu último disco, Clapton tocará em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Os valores dos ingressos ainda não foram divulgados, mas vá poupando seu soado dinheiro, pois garanto que não serão nada baratos.

Os shows já foram confirmados na página oficial de Eric Clapton (www.ericclapton.com) e pela produtora responsável por trazer o artista (www.livepass.com.br).

Portanto, reserve aí na sua agenda:

Quando: 06 de outubro
Onde: Estacionamento da Fiergs | Porto Alegre

Quando: 09 de outubro
Onde: HSBC Arena | Rio de Janeiro

Quando: 12 de outubro
Onde: Estádio do Morumbi | São Paulo

Em breve mais informações sobre os valores dos ingressos para os shows de Eric Clapton no Brasil.

Veja crítica sobre o novo disco de Eric Clapton, intitulado com o mesmo nome do artista e lançado em 2010.

Eric Clapton – Clapton (2010)

O último disco do grandioso Eric Clapton, lançado no final de 2010, soa como um dos trabalhos mais maduros do guitarrista. Talvez não seja o trabalho que encantará muito seus fieis admiradores, mas com certeza trará uma nova legião de fãs que se identificarão como o novo disco.

Há um referência enorme de Jazz, ritmo que Clapton nunca escondeu se encantar. Executando cada nota com precisão e com uma sensibilidade que só tem quem está há quase 50 anos na estrada.

O disco soa um pouco careta. Percebam, careta não significa ruim, apenas não muito experimental e inovador. Pelo contrário, o disco é ótimo e merece muito respeito. Clapton não abusa das distorções e nem de solos demasiados, mas abusa de uma incrível banda característica do Jazz: trompete, gaita, violoncelo, etc. Estava eu ouvindo o disco em meu quarto, digamos, em um volume razoável. Mesmo assim, minha vó gritou lá da cozinha: “Nossa, que música linda!”. E lá estava ela dançando de um lado para o outro.

As canções “Rocking Chair”, “How Deep is the Ocean”, “Milkman” e “Crazy about you Baby” traduzem muito bem essa característica jazz presente no disco. A voz de Clapton continua maravilhosa. Em algumas canções, não sei como, percebi uma incrível semelhança com a voz de David Lee Roth, ex vocalista do Van Halen.

A balada “Diamonds” é emocionante! Quando ouvi as primeiras notas do belo piano, fechei os olhos e consegui imaginar um estúdio escuro, com um enorme piano de calda ao centro, e Eric se aproximando aos pouco com sua bela guitarra Fender Stratocaster preta e branca. Me identifiquei demais com essa música. Os dois solos são mais que maravilhosos: são uma inspiração divina.

Eric Clapton enriqueceu o mundo do blues desde que iniciou sua carreira com os Yardbirds em 1967, passando pela banda Cream, até alcançar a fama em sua carreira solo. Agora, aos 66 anos, Clapton consegue impressionar e fazer música de qualidade sem se vender às influências da mídia. E mesmo assim vem ao Brasil pra lotar estádios! Uma prova de que não precisa ser pop pra ter fama.

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical