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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Don´t Explain – Beth Hart and Joe Bonamassa (2011)


Esse incrível álbum, lançado no final de 2011 com a parceria entre a potente voz de Beth Hart e a técnica de Joe Bonamassa, um dos melhores guitarristas da atualidade, foi produzido com alma e paixão de músicos apaixonados pelo clássico jazz. Com regravações e arranjos contemporâneos, Don´t Explain surgiu da ideia de reproduzir as famosas canções de alguns dos ícones mais importantes da música negra. Ray Charles, Etta James e Aretha Franklin foram muito bem representados nesse incrível disco que cabe ao nosso tempo.

Acompanhado de sua banda em carreira solo, Joe Bonamassa deu vida aos novos arranjos, porém quem brilha mesmo nesse álbum é Beth Hart. Sua voz potente e rouca são marca registrada desse projeto, às vezes com incrível semelhança à voz de Amy Winehouse, principalmente na faixa 2, “Chocolate Jesus”. Confesso que demorei muito tempo para acreditar que não era a Amy. A balada “I´d Rather go Blind” é empolgante do início ao fim, com mais de 8 minutos e um solo arrasador do mestre Bonamassa, com um feeling excepcional e o timbre característico que o consagrou como um dos melhores guitarristas de blues da atualidade. A canção “For my Friends” de Bill Withers transformou-se em um Rock and Roll dos bons, bem ao estilo Beth Hart, deixando-a bem à vontade para fazer o que faz de melhor: cantar com energia!

Produzido pelo produtor inseparável de Joe Bonamassa, Kevin Shirley, “Don´t Explain” promete ficar para a história com um dueto que deu incrivelmente certo e que, esperemos, possam fazer mais coisas juntas daqui pra frente.


Joe Bonamassa no Brasil:
Para quem gosta da carreira solo do guitarrista, ele pousará aqui no Brasil no começo de junho, com uma apresentação no Rio de Janeiro e uma em São Paulo.

Rio de Janeiro
31 de maio, no Vivo Rio

São Paulo
02 de junho, HSBC Brasil


Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Diego Martins | Show no Sesc Vila Mariana (blues)

A mais nova revelação do blues nacional realizou o show de lançamento de seu primeiro disco no auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no último dia 19 de julho. Aos 20 anos de idade, Diego Martins mostrou-se um músico maduro e de extrema qualidade, tanto com sua potente voz e sua belíssima Fender Stratocaster branca. 

Diego tem uma sensibilidade mágica para criar melodias e solos mais do que autênticos, claro, com diversas influências: Jonny Lang, John Mayer, Stevie Ray Vaughan e Buddy Guy. Apesar de ser seu primeiro disco, Diego Martins provou que é capaz de produzir blues de primeira qualidade. O álbum possui 10 incríveis músicas - todas de sua autoria, diga-se de passagem – compostas em um inglês muito bem cantado.

A primeira canção, “Dice Once Again”, segundo as palavras do próprio Diego é a mais Rock and Roll do disco. E bota Rock and Roll nisso! O riff de guitarra criado é simplesmente genial e pegajoso. O solo dessa canção é um dos melhores do disco de estreia do guitarrista. A segunda faixa do disco, “Those Big Eyes” é uma forte referência ao soul funk pop americano. O swing de sua guitarra praticamente convida para dançar, mesmo que você esteja na calma de sua casa e pique algum para sair requebrando ao estilo James Brown. Aliás, Diego Martins requebra praticamente o show inteiro, movendo suas pernas de um lado para o outro, com os olhos fechados e tocando sua bela guitarra. Esses movimentos me fazem lembrar Dave Matthews nos palcos.

Claro, não poderiam faltar as baladas. No palco do Sesc Vila Mariana, Diego Martins disse: “Essa é para os apaixonados!”, revelando um simpatia única. Logo depois vieram os primeiros acordes. Era a sétima música do álbum: “So in Love”. Que bela canção! A 3ª faixa do disco também é uma daquelas baladas de tirar o fôlego, porém segue uma levada mais pop e animada, lembrando o guitarrista português, naturalizado no Canadá, Anthony Gomes.

Se você gosta de blues de primeiríssima qualidade, provavelmente vai se encantar com nosso mais novo guitarrista do cenário blues nacional.

Fica aí a dica e uma música só pra te deixar com gostinho de quero mais.
Fique atento a sua agenda de shows, pois provavelmente Diego Martins vai sair tocando pela noite paulista: http://www.myspace.com/diegomartinsoficial

Por Leandro Mendes
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eric Clapton | Shows no Brasil em outubro de 2011 – Ingressos e preços


Mais um grande artista confirma sua passagem pelos palcos brasileiros. Ninguém menos que o mestre das guitarras: Eric Clapton!

Trazendo a turnê de seu último disco, Clapton tocará em Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Os valores dos ingressos ainda não foram divulgados, mas vá poupando seu soado dinheiro, pois garanto que não serão nada baratos.

Os shows já foram confirmados na página oficial de Eric Clapton (www.ericclapton.com) e pela produtora responsável por trazer o artista (www.livepass.com.br).

Portanto, reserve aí na sua agenda:

Quando: 06 de outubro
Onde: Estacionamento da Fiergs | Porto Alegre

Quando: 09 de outubro
Onde: HSBC Arena | Rio de Janeiro

Quando: 12 de outubro
Onde: Estádio do Morumbi | São Paulo

Em breve mais informações sobre os valores dos ingressos para os shows de Eric Clapton no Brasil.

Veja crítica sobre o novo disco de Eric Clapton, intitulado com o mesmo nome do artista e lançado em 2010.

Eric Clapton – Clapton (2010)

O último disco do grandioso Eric Clapton, lançado no final de 2010, soa como um dos trabalhos mais maduros do guitarrista. Talvez não seja o trabalho que encantará muito seus fieis admiradores, mas com certeza trará uma nova legião de fãs que se identificarão como o novo disco.

Há um referência enorme de Jazz, ritmo que Clapton nunca escondeu se encantar. Executando cada nota com precisão e com uma sensibilidade que só tem quem está há quase 50 anos na estrada.

O disco soa um pouco careta. Percebam, careta não significa ruim, apenas não muito experimental e inovador. Pelo contrário, o disco é ótimo e merece muito respeito. Clapton não abusa das distorções e nem de solos demasiados, mas abusa de uma incrível banda característica do Jazz: trompete, gaita, violoncelo, etc. Estava eu ouvindo o disco em meu quarto, digamos, em um volume razoável. Mesmo assim, minha vó gritou lá da cozinha: “Nossa, que música linda!”. E lá estava ela dançando de um lado para o outro.

As canções “Rocking Chair”, “How Deep is the Ocean”, “Milkman” e “Crazy about you Baby” traduzem muito bem essa característica jazz presente no disco. A voz de Clapton continua maravilhosa. Em algumas canções, não sei como, percebi uma incrível semelhança com a voz de David Lee Roth, ex vocalista do Van Halen.

A balada “Diamonds” é emocionante! Quando ouvi as primeiras notas do belo piano, fechei os olhos e consegui imaginar um estúdio escuro, com um enorme piano de calda ao centro, e Eric se aproximando aos pouco com sua bela guitarra Fender Stratocaster preta e branca. Me identifiquei demais com essa música. Os dois solos são mais que maravilhosos: são uma inspiração divina.

Eric Clapton enriqueceu o mundo do blues desde que iniciou sua carreira com os Yardbirds em 1967, passando pela banda Cream, até alcançar a fama em sua carreira solo. Agora, aos 66 anos, Clapton consegue impressionar e fazer música de qualidade sem se vender às influências da mídia. E mesmo assim vem ao Brasil pra lotar estádios! Uma prova de que não precisa ser pop pra ter fama.

Por Leandro Mendes
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domingo, 15 de maio de 2011

Sean Costello - We Can Get Together (2008) | Blues, Soul, R&B‏



Sean Costello é mais um desses artistas que morreram sem ter a devida fama que mereciam. Morreu no auge, simplesmente. Infelizmente! Aos 28 de idade foi encontrado morto em um quarto de hotel em sua cidade natal, Atlanta, USA, em meados de 2008, logo após lançar seu melhor disco: “We Can Get Together”. Segundo exames médicos, o rapaz morreu por overdose de medicamentos. Mais tarde, a família revelou que Costello sofria com temperamento bipolar. Uma pena!

Com uma voz forte como a de um negro cantor de Blues de New Orleans e uma pegada na guitarra com influências de diversos estilos, Sean Costello mostrou ao mundo um SoulBlues único, autêntico e irreverente. Sem exageros, captou tudo o que os maiores mestres poderiam lhe oferecer. B.B. King, Stevie Ray Vaughan, Chuck Berry, Buddy Guy e até mesmo Eric Clapton influenciaram o guitarrista com suas belas e potentes canções. Costello, por sua vez, recriou tudo, deu seu toque genial e criou os melhores blues do século 21.

O disco “We Can Get Together” é considerado seu melhor trabalho. Um disco mais maduro, completo e bem elaborado. Costello conseguiu colocar todas suas influências no álbum, com uma voz potentíssima do soul e uma guitarra brilhante. Sem brincadeira, sua voz me tira o fôlego. (Uma das melhores vozes que eu já vi, ou melhor, ouvi!).

O mais legal de “We Can Get Together” é que Costello moderniza o blues tradicional, mantendo sua elegância e charme, mas sempre com uma leitura moderna, contemporânea. A primeira faixa do álbum, “Anytime You Want”, é o blues que melhor caracteriza o estilo do guitarrista. Uma das melhores do disco! As baladas “Can´t Let Go” e Have You No Shame” emocionam do início ao fim. Percebe-se como Costello toca com paixão, sentimento e coração nessas músicas. Sua voz arrepia!



Não vou nem comentar sobre o restante do disco. Vou deixar simplesmente que vocês tenham a própria opinião. Mas garanto uma coisa, vocês vão tirar o chapéu para esse garoto prematuro, que aos 20 anos já excursava por todos os cantos dos EUA, encantando todos que o escutavam.

Costello era fora do comum, um gênio que tocava com paixão, sentimento e entusiasmo. Simplesmente se entregava ao blues. Talvez por isso tenha sofrido tanto com sua doença e deixado a gente aqui com gostinho de quero mais.

Por Leandro Mendes
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