segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sinopse do filme "Sonhos" - (1990) Akira Kurosawa



Título Nacional: "Sonhos"
Título Internacional: "Dreams" (EUA), "Yume" (Japão)
Idioma: Japonês
Diretor: Akira Kurosawa
Elenco:  Akira Terao, Mitsuko Baishô, Toshie Negishi, Mieko Harada, Toshihiko Nakano e Yoshitaka Zushi

O filme "Yume" (japonês)\"Sonhos"(português)\"Dreams" (inlgês), produzido em 1990 por Akira Kurosawa, é uma produção íntima, associada aos diversos sonhos que o diretor teve no decorrer da sua vida.

Diferente das demais produções, "Sonhos" possui oito filmes (sonhos) de curta duração acompanhados de fotografias, coreografias e maquiagens impressionantes. Os diálogos entre os personagens são temporais. Cada sonho possui contextos diferentes, mas em determinados momentos parecem que se encontram.  A singularidade de cada história envolve o espectador  e o faz refletir, do início ao fim do filme. 

No primeiro sonho titulado "Um raio de sol através da chuva", a teimosia de um filho diante da proibição da mãe em um dia chuvoso resulta em um drama comovente, pois diz a lenda que "quando o sol está brilhando através da chuva, as raposas se casam". Se durante a cerimônia algum convidado indesejado aparecer, este não poderá mais retornar à sua família, sendo obrigado a seguir o caminho solitário e sem volta ao final do arcoiris (casa das raposas). 

No quarto sonho, "O túnel", um oficial do exército japonês caminha por uma estrada até cruzar um túnel escuro. Retornando da guerra e sozinho, passa a sentir uma estranha presença no lugar. Durante a sua parada e retomada do percurso, um soldado yurei (fantasma japonês) sai das sombras e vai até o oficial. Explicar que a vida não pertence mais ao corpo do soldado, bem como das demais presenças sobrenaturais, pode ser o início de um irreversível e macabro desespero.


Esses dois sonhos são uma pequena amostra da qualidade e da originalidade de Kurosawa. Unir todos os quadros de Van Gogh, descrever uma catástrofe nuclear no japão (vale a pena comparar com os desastres naturais no início de 2011) e a sobrevivência de alpinistas diante de uma tempestade de neve são outros sonhos que vão se formando durante o filme. 

São elementos significativos que fizeram do cineasta ser uma referência para Jorge Lucas e Steven Spilberg. Ícone e vencedor de diversos prêmios internacionais como melhor filme estrangeiro, Akira Kurosawa relutou pelo cinema japonês, promovendo os sentimentos do ser humano, em suas mais variadas situações.


Por: Thiago Alzani

Sinopse Cinemusical

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sinopse do filme “Capitão América” – O Primeiro Vingador (2011)




Título Nacional: Capitão américa - o Primeiro Vingador
Título Internacional: Captain America: The First Avenger
Idioma: Inglês 
Diretor:  Joe Johnston
Elenco: Chris Evans, Stanley Tucci, Tobu Jones, Tommy Lee Jones, Samuel L. Jackson, Hugo Weaving



“Capitão América” foi um dos primeiros heróis da Timely Comics (atual Marvel Comics) criado pelos desenhistas Joe Simon e Jack Kirby a sair em quadrinhos nos EUA, na década de 40.
No período da 2ª Guerra Mundial, Adolf Hitler tenta conquistar a Europa através da sua campanha antissemita em busca da hegemonia da “raça ariana”. Aliado de cientistas, generais e demais autoridades, o Füher conhece Johan Schmidt (Hugo Weaving, “The Matrix”). Mesmo a sua história não sendo contada no filme, esse vilão seria um dos mais temidos.

Johan era filho de camponês e não teve estrutura familiar. O primeiro encontro entre Hitler e Johan, ainda pequeno, ocorre em um motel hospedado pelo líder nazista. A partir daquele momento, Hitler adota o garoto e passa a educá-lo pessoalmente. Mais tarde, Johan se transforma no Caveira Vermelha com a ajuda do cientista Dr. Arnim Zola (Toby Jones, “Confidential – Truman Capote”). Com a nova identidade, torna-se um dos mais perigosos inimigos do Capitão América.



Nesse mesmo período, do outro lado do Oceano Atlântico, os EUA estavam recrutando jovens para o exército. Entre os que buscavam ser um diferencial ao seu país, Steve Rogers (Chris Evans, “O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”), um garoto franzino e com saúde debilitada tenta incansavelmente ser selecionado para aturar nas Forças Armadas. Suas tentativas não resultam positivamente até que conhece o Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci, “O Diabo Veste Prada”), que o escolhe e o transforma em um soldado com poderes sobre-humanos, através de um composto químico. Nasce então o Capitão América, equipado de um escudo de aço raro, projetado pela Stark, e caracterizado com uniforme azul e branco (o espírito patriota não é por acaso).
O filme mostra as passagens do herói em um período conturbado pela guerra e a sua imagem como salvação mundial. As lutas contra o exército do Caveira Vermelha, a fotografia do filme e o desenvolvimento da história são fiéis aos quadrinhos. O mais legal de tudo é que os filmes da Marvel vão se encaixando na história como a aparição do Stark do “Homem de Ferro” e “Thor”. O personagem não tem experiência amorosa, é um pouco desengonçado, mas o seu coração é puro e repleto de compaixão.
Quando for assistir no cinema, aguarde os créditos terminarem. Para quem gosta do Universo Marvel se surpreenderá com o próximo filme da série.

Por Thiago Alzani
Sinospe CineMusical

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Sinopse do Filme O Monstro (Il Mostro) – Roberto Benigni (1994)


Título Original:
 Il Mostro
Título Nacional: O monstro
Idioma: Italiano
Diretor: Roberto Benigni
Elenco:  Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Michel Blanc

O diretor italiano Roberto Benigni, mais conhecido com sua tragicomédia “A vida é Bela”, realizou um ótimo trabalho ao produzir, escrever,dirigir e atuar em seu filme “O Monstro”. Isso mesmo, ele é quase um Woody Allen do cinema italiano!

O Monstro, lançado em 1994, retrata a história de  Loris, um caloteiro de primeira, que vive dando golpes em todos, inclusive no síndico de seu condomínio. Ao mesmo tempo, um serial killer está a solta, estuprando e matando diversas mulheres de forma trágica e totalmente brutal. O hilário do filme, é que o serial killer acaba sendo confundido com o desajeitado Loris.

A polícia por fim, começa a busca para tentar pegar Loris no ato do crime. A solução: transformar umas de suas melhores policiais em uma mulher quente e ávida por sexo e colocá-la frente a frente com suposto criminoso. O que acontece é incrível. Cenas cômicas e, claro, a negação de Loris para não cair nas garras dessa mulher louca e sensual, contrariando as ações esperadas para um criminoso.

Jéssica, a policial espiã, começa a perceber que Loris é apenas um simples caloteiro criativo incapaz de machucar uma mosca. O barato do filme é que tudo indica Loris ser realmente o assassino em série. As situações cômicas de Loris também podem ser facilmente confundidas com as de um assassino.


A atuação de Roberto Benigni está impecável e o roteiro é incrivelmente bem escrito e estruturado. Garanto que você não vai descobrir o final da empreitada de Loris antes de assistir “O Monstro”.

Boa diversão!

Por Leandro Mendes
Sinospe CineMusical

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Diego Martins | Show no Sesc Vila Mariana (blues)

A mais nova revelação do blues nacional realizou o show de lançamento de seu primeiro disco no auditório do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no último dia 19 de julho. Aos 20 anos de idade, Diego Martins mostrou-se um músico maduro e de extrema qualidade, tanto com sua potente voz e sua belíssima Fender Stratocaster branca. 

Diego tem uma sensibilidade mágica para criar melodias e solos mais do que autênticos, claro, com diversas influências: Jonny Lang, John Mayer, Stevie Ray Vaughan e Buddy Guy. Apesar de ser seu primeiro disco, Diego Martins provou que é capaz de produzir blues de primeira qualidade. O álbum possui 10 incríveis músicas - todas de sua autoria, diga-se de passagem – compostas em um inglês muito bem cantado.

A primeira canção, “Dice Once Again”, segundo as palavras do próprio Diego é a mais Rock and Roll do disco. E bota Rock and Roll nisso! O riff de guitarra criado é simplesmente genial e pegajoso. O solo dessa canção é um dos melhores do disco de estreia do guitarrista. A segunda faixa do disco, “Those Big Eyes” é uma forte referência ao soul funk pop americano. O swing de sua guitarra praticamente convida para dançar, mesmo que você esteja na calma de sua casa e pique algum para sair requebrando ao estilo James Brown. Aliás, Diego Martins requebra praticamente o show inteiro, movendo suas pernas de um lado para o outro, com os olhos fechados e tocando sua bela guitarra. Esses movimentos me fazem lembrar Dave Matthews nos palcos.

Claro, não poderiam faltar as baladas. No palco do Sesc Vila Mariana, Diego Martins disse: “Essa é para os apaixonados!”, revelando um simpatia única. Logo depois vieram os primeiros acordes. Era a sétima música do álbum: “So in Love”. Que bela canção! A 3ª faixa do disco também é uma daquelas baladas de tirar o fôlego, porém segue uma levada mais pop e animada, lembrando o guitarrista português, naturalizado no Canadá, Anthony Gomes.

Se você gosta de blues de primeiríssima qualidade, provavelmente vai se encantar com nosso mais novo guitarrista do cenário blues nacional.

Fica aí a dica e uma música só pra te deixar com gostinho de quero mais.
Fique atento a sua agenda de shows, pois provavelmente Diego Martins vai sair tocando pela noite paulista: http://www.myspace.com/diegomartinsoficial

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

terça-feira, 19 de julho de 2011

Red Hot Chili Peppers | Música nova - The Adventures of Rain Dance Maggie (I´m With You)

Prestes a vir ao Brasil para o Rock In Rio, o Red Hot Chili Peppers teve o primeiro single de seu novo álbum divulgado na internet. A música "The Adventure Of Raindance Maggie" estava prevista para ser lançada na segunda-feira (18), mas começou a circular na web na tarde da última sexta-feira. Ouça a música abaixo:

 
Segundo relatos de fãs, a música foi disponilibilizada por alguns minutos no site oficial do Red Hot e, em seguida, retirada do ar. Algumas pessoas conseguiram gravar a faixa e disponibilizaram em diversos sites.

"The Adventure Of Raindance Maggie" é o primeiro single do álbum "I'm With You", que sai no dia 30 de agosto. A capa do novo trabalho, que traz uma mosca em cima de uma cápsula de remédio, foi feita pelo artista britânico Damien Hirst. "É uma imagem. É arte. Icônica. Não definimos um significado, mas está aberto para interpretação", disse o vocalista Anthony Kiedis.

Mais uma vez, Rick Rubin ficou encarregado da produção do trabalho, que será o primeiro sem o guitarrista John Frusciante desde "One Hot Minute", de 1995, gravado por Dave Navarro. Frusciante deixou o grupo em 2009, sendo substituído por Josh Klinghoffer.

O Red Hot vem ao Brasil em setembro para uma apresentação em São Paulo, no dia 21 daquele mês, e outra no Rio de Janeiro, no dia 24. No festival, a banda se apresenta com Snow Patrol, Capital Inicial, Stone Sour e NX Zero.

Fonte: www.uol.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sinopse do filme “Meia noite em Paris” – Midnight in Paris (2011)


Título Original:
Midnight in Paris
Título Nacional: Meia noite em Paris
Idioma: Inglês
Diretor: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Kurt Fuller, Mimi Kennedy.

O filme “Meia noite em Paris” é mais uma grandiosa produção do incrível Woody Allen. Digo grandiosa não por efeitos especiais, o que não é bem o estilo do diretor, mas sim pela inteligência do roteiro. O filme segue a mesma linha que consagrou o diretor: diálogos sarcásticos, personagens característicos e uma lição cultural de primeiro nível.

Gil (Owen Wilson) é um escritor americano frustrado e mal compreendido que obteve muito sucesso escrevendo roteiros de grandes produções em Hollywood. Porém, resolve se dedicar exclusivamente à literatura, dando início ao seu primeiro romance. Em uma viagem à Paris, juntamente com sua noiva e seus insuportáveis pais, Gil embarca em uma louca aventura na companhia de seus maiores ídolos da literatura e da arte. Claro, todos esses ídolos já foram desta para melhor. Imagine você poder voltar no tempo, sabe-se como, e poder reviver momentos raros na vida de Picasso, Salvador Dalí, Hemingway e o casal Fitzgerald? Não seria o máximo?

Woody Allen consegue fazer isso parecer totalmente real e possível pelas belas ruas de Paris, que está incrivelmente bem retratada pelas lentes do diretor.
 

Gil se apaixona pela capital francesa e passa a escrever com fervor e dedicação. Seu maior desejo torna-se morar em Paris, porém isso parece um absurdo para sua noiva, que passa a tratá-lo como louco. A verdade é que Gil encontrou a verdadeira felicidade e agora sua vida pode mudar completamente.

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sinopse do filme Os Piratas do Rock – The Boat that Rocked (2009)


Título Original: The Boat That Rocked
Título Nacional: Os Piratas do Rock
Idioma: Inglês
Diretor: Richard Curtis
Elenco: Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy, Nick Frost

A recente comédia do diretor Richard Curtis (criador do consagrado personagem Mr. Bean), estrelada pelos incríveis Philip Seymour Hoffman e Bill Nighy, retrata a época dos anos 60 de um modo um pouco diferente: em alto mar.

A história gira em torno de uma rádio pirata com sede em um divertido barco que navega pelos mares próximos à Grã-Bretanha. São diversos Dj´s reunidos e com apenas um propósito: tocar Rock and Roll a qualquer custo! Em meio a explosão do Rock, com Beatles, Who, Elvis, as rádios “oficiais” inglesas insistem em tocar apenas música clássica e notícias ao estilo BCC. Daí então, em forma de protesto, surgem as rádios piratas, que acabam por conquistar cerca de 90%. Claro, isso acaba por incomodar o governo inglês.

O barco é praticamente um mundo sem leis, bem parecido com o movimento Hippie, onde cada um faz o que quer, contando que esteja no ar em seu programa diário, sem falta. O governo, representado por um primeiro ministro à la Hitler e seu fiel escudeiro, tenta achar brechas nas leis britânicas para poder acabar com as rádios piratas.

Um fato engraçado do filme é que realmente as mulheres ficam entorpecidas pelos DJ´s da “Radio Rock”, tornando-se fãs incondicionais de cada um deles. A rádio recebia sua legião de mulheres enlouquecidas aos finais de semana, porém no domingo todas deveriam ir embora para deixá-los trabalhar na companhia do Rock and Roll.

O filme tem suas partes super engraçadas, piadas para o gosto inglês e personagens autênticos dos loucos anos 60.

Boa diversão!

Por Leandro Mendes
Sinopse CineMusical