quarta-feira, 20 de abril de 2011

Beatles - White Album | Brasil (1968)‏


Esse é com certeza um dos maiores clássicos de todos os tempos, não há quem discorde. Pra mim, um dos melhores discos dos Beatles, ou quem sabe, da história!

Lançado em 1968, o famoso álbum duplo do quarteto de Liverpool é considerado uma obra prima, carregando alguns de seus maiores sucessos. O processo de criação do disco teve início em uma viagem à Rishikesh, na Índia, onde os quatro membros deveriam praticar a meditação transcendental para compor fora das aflições e problemas da vida pessoal e do mundo. Esse retiro espiritual deu luz ao grandioso White Album, nomeado o décimo melhor disco de todos os tempos

Percebe-se uma notável evolução na produção do álbum, pois os estúdios de Abbey Road adotavam pela primeira vez a tecnologia de gravação em quatro canais. Mas essa qualidade deve-se mais ao amadurecimento musical de Paul, John, George e Ringo. Que evolução!

No disco um você encontra clássicos, como “While My Guitar Gently Weeps”, onde Eric Clapton foi convidado a gravar os belíssimos solos, “Ob-La-Di, Ob-La-Da” e “Why Don´t we Do it in the Road?”. Porém, as melhores canções estão no segundo volume. “Birthday” é rock contagiante do início ao fim, “Yer Blues” é um clássico Rock and Roll ao estilo Blues, “Revolution 1” é um hino inexplicável e “
Everybody's Got Something to Hide Except Me and My Monkey" empolga com seus Riffs de guitarra grudentos e felizes. O primeiro Heavy Metal de toda a história está no segundo disco de White Album: "Helter Skelter". Há quem discorde que seja realmente pesado, mas garanto que é o som mais Heavy que os Beatles já fizeram. Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple foram fortemente influenciados por esse clássico.

As belas “Cry Baby Cry” e “Saxie Sadie” mostram o lado sensível de John Lennon, enquanto “Julia”, “BlackBird” e “Good Night” mostram o de Paul McCartney. Até mesmo George Harrison contribui com as baladas “Piggies” e “Long, Long, Long”.



White Album é um dos clássicos dos Beatles que merece um lugarzinho na prateleira da casa dos verdadeiros apreciadores da boa música. Digo prateleira não porque sou das antigas ,mas sim porque esse disco merece mais do que alguns megabytes do disco rígido do computador.

Eu confesso: nunca fui muito fã de Beatles, mas de uns tempos pra cá simplesmente me encantei e passei a admirá-los demais. Foram 13 discos lançados em apenas 7 anos de carreira, não é incrível? Respeitavelmente é considerada a melhor banda de todos os tempos!

Por Leandro Mendes
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

VIPs – Wagner Moura (Brasil) – 2010


Título Original: VIPs
Título Nacional: VIPs
País de Origem: Brasil | 2010
Idioma Falado: Português

Diretor: Toniko Melo
Atores: Wagner Moura , Juliano Cazarré e Gisele Fróes
Nota no imdb

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Wagner Moura em atuação impecável em um dos melhores filmes nacionais de 2010.


A estranha história do falsário Marcelo Nascimento da Rocha ganha ainda mais importância com o filme VIPs, em cartaz desde o último dia 24 de março. Inspirado no livro “VIPs – Histórias reais de um mentiroso”, escrito por Mariana Caltabiano, o filme retrata as histórias malucas e criminosas de Marcelo (Wagner Moura), um garoto perturbado de classe média que sofre com a ausência do pai, o qual nunca conheceu.

Já na adolescência, finge ser da família de uma companhia de transporte rodoviário somente para viajar de graça. Segundo o verdadeiro Marcelo em entrevista ao programa de Hebe Camargo, diz: “Eu fingia ser outras pessoas somente para me dar bem, viajar de graça. Era pura diversão e ainda não era uma ação criminosa.”

Inspirado em seu pai imaginário que reside em sua mente desde a infância, Marcelo sonha em ser um famoso piloto e viajar pelo mundo. Resolve então fugir de casa para buscar realizar seu sonho e se tornar independente. A partir daí, passa a trabalhar como ajudante para um importante traficante de drogas e armas, que utilizava o avião para transportar a carga. Quando menos esperava, lá estava Marcelo pilotando o avião como ninguém!

Marcelo foi pego pela polícia, porém seu “chefe” conseguiu libertá-lo sem grandes problemas. No entanto, Marcelo precisa ficar fora da jogada. Recebe então uma bolada em forma de prêmio por ter ficado de boca fechada e não ter denunciado ninguém. É com esse dinheiro que Marcelo resolve fazer a loucura que o tornaria famoso em todo o Brasil.

Contrata um helicóptero, 2 seguranças e compra um dos mais importantes camarotes do carnaval fora de época de Recife. É com essa trama toda que Marcelo finge ser Henrique Constantino, herdeiro da companhia aérea Gol. Esse é o ápice de sua história, porém também é onde decreta sua decadência. Claro, Marcelo é pego pela polícia e condenado por 5 crimes, dentre eles traficante, estelionatário e falsidade ideológica.

Assim como o próprio personagem, que é dotado de diversas identidades e se adapta a diversas situações facilmente, Wagner Moura também demonstra ser um ator completo e versátil ao interpretar Marcelo. Vencedor do prêmio de melhor ator no Festival de Rio 2010, Wagner mostra que é mais do que um Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite. É um ator incrível, orgulho do cinema brasileiro!



Por Leandro Mendes
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terça-feira, 5 de abril de 2011

Richie Kotzen – Projeto Wilson Hawk: The Road (2009) | Brasil


O guitarrista Richie Kotzen é um músico que merece destaque na cena atual. Não por ser virtuoso, completo, cheio de técnica e inovador, e sim por saber fazer um som de qualidade, às vezes um pouco pop, porém sempre autêntico. Richie Kotzen, que já passou por diversas experiências ao longo de seus mais de 25 álbuns gravados, inclusive com Mr. Big e Poison, trouxe ao mundo mais uma nova obra-prima. Em parceria com o produtor Richie Zito, famoso por produzir The Cult e Poison, o guitarrista mostra suas influências do Soul e R&B com o projeto Wilson Hawk, lançado em 2009.

Como é característico de Kotzen, o disco é repleto de baladas grudentas, porém saborosas. Sabe aquelas músicas que não saem da cabeça e nem você quer que saiam? Então, nesse álbum você vai encontrar. Claro, não são somente baladas. Na verdade, o disco começa bem agitado com as 4 primeiras músicas, caracterizando muito bem a proposta que Richie Kotzen tinha em mente quando planejou criar o projeto Wilson Hawk. Nas canções “How Does It Feel”, “I Need Your Love”, “Over” e “Something in You” você consegue identificar algumas características de Curtis Mayfield, Otis Reading, Marvin Gaye e até mesmo um pouco de influência da grandiosa Jackson Five.

As baladas realmente são belíssimas. Aposto que vai ter gente falando - Ah, mas essas são muito melosas, prefiro as outras! - Tudo bem, há de convir. Mas pra quem realmente gosta,  vão aqui minhas indicações: “I Promise I Will”, “What I Lost” e “The Road” realmente emocionam. A voz de Kotzen é incrivelmente marcante nessas canções. Percebe-se a sensibilidade e expressão ao ouvir cada palavra cantada.

Agora imagine tudo isso com uma pitada meio blues, Funk e com uma voz ao estilo Chris Cornell. Aliás, não precisa imaginar. Confira você mesmo o clipe da canção “Everything Good”.



Por Leandro Mendes
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segunda-feira, 28 de março de 2011

Jonny Lang: Wander This World (1998) – John Mayer


Muitas pessoas hoje em dia ainda insistem em falar que Jonny Lang é um John Mayer frustrado e sem fama. Estou aqui pra desmentir isso! Claro, não pra falar que Jonny Lang é mais famoso, pois seria uma idiotice, mas pra provar que ele também sabe fazer música de qualidade e de incrível bom gosto!

O álbum Wander This World é o que mais impressiona. Com composições de ponta e de ótimo gosto, o então guitarrista de apenas 18 anos mostra seu dom para a música. Com uma voz incrivelmente potente, que às vezes lembra a de um negro cantor de soul, Lang executa as 12 canções do álbum com maestria e genialidade, sem exagero!

A duas primeiras músicas, “Still Rainin´” e “Second Guessing”, são as que mais marcam e caracterizam o álbum. As melodias são totalmente pra cima, animadas e com maravilhosos arranjos de teclados ao melhor estilo blues rock. A balada “Breakin´ Me” é simplesmente impressionante - sua voz está de arrepiar. Com a sensibilidade de quem nasceu pra música, Jonny Lang toca cada acorde como se estivesse tocando o coração de sua musa inspiradora.



A faixa título do disco, “Wander This World”, começa com um violão que lembra o início de Babe i´m Gonna Leave You, do Led Zeppelin, e possui diversos solos de guitarra com a mais expressiva raiz no blues – e não deixa nada a desejar se comparadas. A balada “Walking Away” é ainda mais comovente, comprovando que Jonny Lang é versátil e sabe fazer balada de bom gosto, com guitarras marcantes e belos arranjos.

Enfim, é um disco que deve estar nas prateleiras dos amantes do verdadeiro blues contemporâneo: um disco disco genial! Jonny Lang não abre mãe de continuar fazendo música de qualidade para se vender à mídia. Aliás, talvez seja por isso que Lang não tenha a mesma fama de John Mayer. Na verdade, acho que Mayer é o frustrado da história, pois garanto que ele desejaria fazer sucesso tocando blues, coisa que também sabe fazer muito bem!

Por Leandro Mendes
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terça-feira, 22 de março de 2011

Dave Matthews Band – Crash (1996)


Dave Matthews Band é daquelas bandas pouco conhecidas aqui no Brasil. Nos EUA, eles fazem o maior sucesso e têm o devido reconhecimento. Não é à toa que estão na ativa há mais de 17 anos, com 7 álbuns de estúdios e quase 30 lançamentos ao vivo! Não é incrível? Isso prova que eles são bons no que fazem e não têm medo de deixar suas performances registradas ao vivo.
Vocês vão entender o que estou falando.

Crash foi o álbum que mais me chamou a atenção. Na verdade, foi a partir dele que tomei conhecimento da existência da banda. Mas até hoje, esse é o melhor disco já lançado por eles. As músicas são incrivelmente autênticas e de ótima qualidade - gravação, produção, elaboração e arranjos fizeram com que Crash se tornasse a obra-prima de Dave Matthews Band. Em 1996, o álbum foi uma novidade no mundo da música e continua sendo até os dias de hoje, pois banda alguma conseguiu fazer algo similar. Ainda bem que não tentaram!

O que mais chama a atenção em Crash são os arranjos de violino e saxofone, que permeiam as músicas praticamente durante todo o disco, dando maior riqueza aos detalhes das canções. Dave Matthews, líder da banda, comanda seu violão como ninguém. É de se admirar a forma na qual ele executa seus riffs complexos e, ao mesmo tempo, consegue cantar incrivelmente. O violão parece ser parte de seu corpo, algo que nasceu em suas mãos!



Crash é composto por 12 músicas, das quais posso destacar de olhos fechados as incríveis “So Much to Say”, “Two Step”, “Too Much”, “Drive in, Drive out” e a maravilhosa “Tripping Billies”, que é uma mistura de rock com música caipira. Imaginem só no que deu!

As belas baladas “#41”, “Let You Down” e “Cry Freedom” mostram o lado ainda mais sensível e o dom que Dave possui para a música. A canção “#41 é empolgante do início ao fim, com uma melodia fantástica que evolui aos poucos até chegar ao ápice da música. Aliás, essa é uma das características do Dave Mattews Band: impressionar!

Por Leandro Men
des
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Apocalipse Now: O Horror da Guerra - 1979

Título Original: Apocalypse Now
Título Nacional: Apocalipse Now
País de Origem: USA
Idioma Falado: Inglês / Francês / Vietnamita

Diretor: Francis Ford Coppola

Atores: Marlon Brando, Martin Sheen, Harrison Ford, Robert Duvall, Laurence Fishburne

The Horror...the horror...

nota no imdb


Durante o ápice do envolvimento americano na guerra do Vietnã, o já atormentado capitão Willard (Martin Sheen) aguarda impaciente por uma missão enquanto vai perdendo sua sanidade  enclausurado em Saigon. Finalmente ele é chamado. 
Jogado no litoral Vietnamita sem muita instrução e mantimento em um barco patrulha da marinha, Willard tem que subir o rio Nung em pleno território hostil para chegar ao Camboja.  Lá ele deve encontrar o coronel Kurtz (Marlon Brando) e assassiná-lo,  pois aparentemente enlouqueceu e desertou junto com o pelotão inteiro. Do Camboja, Kurtz conduz a guerra à sua maneira, na tentativa de fazer o exército americano enxergar porque não consegue vencer de uma vez o conflito. Os militares por sua vez o querem morto, pois suas ações quebram todos os códigos de conduta das forças armadas.

Apocalipse Now surpreende por não ser um filme puramente de guerra e sim sobre a loucura que este conflito promove. De forma perspicaz, o aclamadíssimo diretor Francis Ford Copolla critica a conduta do exército e do povo americano durante a guerra. Logo de primeira,  encontram um coronel fã de surfe o suficiente para mobilizar toda a sua força para tomar um ponto ideal de surfe ocupado por inimigos. No meio do rio, um palco de show montado para receber as coelhinhas da Playboy que vieram para entreter os soldados é visto com desdém por Willard. Quem assiste a versão redux do filme, com 60 minutos a mais, pode ver essa crítica de forma mais explícita, pois Willard encontra uma fazenda de colonos franceses, que ainda estão no local protegendo seus bens e a vida construída durante a era colonial de ocupação francesa. Surge então um diálogo explicando os motivos da guerra para os franceses, que foram derrotados na década de 50 e para os americanos lutando no momento.
A edição, os cenários e as cenas são todas fantásticas. Você se sentirá no Vietnã realmente.
A trilha sonora escolhida a dedo para o filme também reflete a grandeza da produção com canções de The doors, Rolling Stones e até música clássica com a Die Walkure de Richard Wagner
Um verdadeiro clássico do cinema e talvez o melhor filme de todos os tempos do gênero.

Stay Cine!

Por DanMucura

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quinta-feira, 10 de março de 2011

John Mayer: Where The Light Is (DVD) – 2007



John Mayer é realmente um guitarrista de destaque no mundo da música contemporânea. O concerto “Where The Light Is”, gravado em Los Angeles, é a prova de que John não é apenas um músico que se vende para ganhar dinheiro com as canções que não param de tocar nas rádios. Ele também sabe executar um blues como ninguém, e faz questão de mostrar esse seu lado em suas apresentações.

O show é dividido em 3 partes: Acústico, John Mayer Trio e Banda. A famosa “Daughtes” e a trabalhada “Neon” compõem o setlist da primeira entrada, juntamente com outras 3 canções em belas versões unplugged. A segunda etapa é composta por diversos blues, inclusive ótimos covers de Jimi Hendrix, com "Wait Until Tomorrow" e “Bold As Love”, além de outros clássicos, como “Everyday I Have the Blues” e “Who Did You Think I Was”. Para essa parte do show, John convoca o grande baixista Pino Palladino (The Who, Phil Collins, David Gilmour) e o mestre das baquetas Steve Jordan (Steve Wonder, Bob Dylan, BB King). Já da pra imaginar o resultado, não? Em minha opinião, esse é o melhor momento de “Where The Light Is: Live in Los Angeles”.

Confira Everyday I Have the Blues:



John Mayer chama sua big band aos palcos para executar a última parte do show, repleta de sucessos.
“Waiting on the World to Change”, “Why Georgia”, “Gravity” e “Belief” fazem parte desse setlist. John dá um toque especial a cada uma delas, sempre com mais feeling, dedicação e solos mais rebuscados. Na verdade, ele melhora o que já é muito bom – talvez um indício de que sua verdadeira vontade é fazer sucesso com músicas ainda melhores, com características do blues e rock and roll.

Bom, esperemos para ver o que vem por aí. Eu vou ficar torcendo para ele largar um pouco o sucesso das rádios e produzir o que ele realmente gosta de fazer: um som de primeira!

Por Leandro Mendes
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